sexta-feira, setembro 25, 2009
sábado, setembro 19, 2009
Poesia Matemática de Millôr Fernandes
Um Quociente apaixonou-se
Um dia
Doidamente
Por uma Incógnita.
Olhou-a com seu olhar inumerável
E viu-a, do Ápice à Base...
Uma Figura Ímpar;
Olhos rombóides, boca trapezóide,
Corpo ortogonal, seios esferóides.
Fez da sua
Uma vida
Paralela à dela.
Até que se encontraram
No Infinito.
"Quem és tu?" indagou ele
Com ânsia radical.
"Sou a soma do quadrado dos catetos.
Mas pode chamar-me Hipotenusa."
E de falarem descobriram que eram
O que, em aritmética, corresponde
A alma irmãs
Primos-entre-si.
E assim se amaram
Ao quadrado da velocidade da luz.
Numa sexta potenciação
Traçando
Ao sabor do momento
E da paixão
Rectas, curvas, círculos e linhas sinusoidais.
Escandalizaram os ortodoxos
das fórmulas euclidianas
E os exegetas do Universo Finito.
Romperam convenções newtonianas
e pitagóricas.
E, enfim, resolveram casar-se.
Constituir um lar.
Mais que um lar.
Uma Perpendicular.
Convidaram para padrinhos
O Poliedro e a Bissectriz.
E fizeram planos, equações e
diagramas para o futuro
Sonhando com uma felicidade
Integral
E diferencial.
E casaram-se e tiveram
uma secante e três cones
Muito engraçadinhos.
E foram felizes
Até àquele dia
Em que tudo, afinal,
se torna monotonia.
Foi então que surgiu
O Máximo Divisor Comum...
Frequentador de Círculos Concêntricos.
Viciosos.
Ofereceu-lhe, a ela,
Uma Grandeza Absoluta,
E reduziu-a a um Denominador Comum.
Ele, Quociente, percebeu
Que com ela não formava mais Um Todo.
Uma Unidade.
Era o Triângulo,
chamado amoroso.
E desse problema ela era a fracção
Mais ordinária.
Mas foi então que Einstein descobriu a Relatividade.
E tudo que era espúrio passou a ser
Moralidade
Como aliás, em qualquer
Sociedade.
......................................................................................................................................................................
Texto extraído do livro "Tempo e Contratempo", Edições O Cruzeiro - Rio de Janeiro, 1954, pág. sem número, publicado com o pseudônimo de Vão Gogo.
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quarta-feira, setembro 16, 2009
O Best-Seller SÓCRATES
SÓCRATES: UM EXEMPLO DE SUCESSO.
Este será o TÍTULO do livro que penso escrever sobre Sócrates, o Primeiro Ministro de Portugal entre 2005 e 2009. (E ficarei rico. Pois tenho a certeza que há milhares de Chico-espertos que gostavam de ser como ele. Pelo menos, todos aqueles que irão votar no P.S. em Setembro serão potenciais compradores desta obra!)
O PLANO DO LIVRO:
No primeiro capítulo:
Irei explicar como se pode obter imenso sucesso, estudando pouco e gozando muito. E ilustrarei essa ideia com a carreira escolar, fora do comum, do estudante José Sócrates.
No segundo capítulo:
Falarei (escreverei) do fabuloso desempenho socrático, como membro do governo de António Guterres:
-as voltas que deu aos miolos (e as arrelias que teve) para transformar as lixeiras portuguesas noutra espécie de lixo (mais moderno e incinerado);
- a extraordinária façanha de protagonizar, juntamente com o extraordinário Carlos Cruz, e outros, a conquista da realização do Europeu de 2004 em Portugal (na esperança de outra conquista que não aconteceu, graças ao “caríssimo” treinador Scolari…)
- o impressionante “bom senso” que revelou, juntamente com a já aí notória (e premonitória) “preocupação com o défice”, ao não se ter oposto, como governante que era, à edificação dos monumentais estádios de futebol, hoje quase todos às moscas, cujas derrapagens orçamentais davam para construir mais cinco ou seis como os previstos.
No terceiro capítulo:
Estará em destaque o grande desempenho televisivo de Sócrates em frente de um Santana Lopes relaxado demais e a brincar aos debates; onde exporei ainda a minha opinião de que foi nesses debates que nasceu o D. Sebastião do séc. XXI.
No quarto capítulo:
Evocarei a sua estrondosa vitória na eleição para Secretário Geral do P.S., batendo o eterno pónei político, João Soares, e o socialista cristalizado, independente e retórico, Manuel Alegre.
No quinto e último capítulo:
Enfatizarei as raras qualidades políticas de Sócrates como Primeiro Ministro:
- Explicarei porque o acho a reencarnação moderna de Maquiavel;
- Exporei as razões porque o considero a antítese perfeita de Robin dos Bosques e de Zé do Telhado;
- Enunciarei a sua capacidade invulgar de omitir a verdade e desmentir a mentira; de dizer, sem pestanejar, que o cavalo branco de Napoleão é muito preto.
- Enfatizarei, no final, a sua incurável megalomania, o seu umbilical auto-convencimento; a sua tendência genética para a demagogia; a sua gaguez cultural; a sua esperteza saloia; a sua miopia sociológica; o seu anti-humanismo; a sua inaptidão societária e a sua dialéctica de papagaio.
Ah! E ainda tentarei desmontar, no último capítulo, o seu conceito “muito particular” de “Interesse Geral”, explicando que Geral é sinónimo de Universal; e que não se defende o tal “Interesse Geral” pondo de parte os interesses da “generalidade” dos 150.000 portugueses que foram a Lisboa dizer que eram e queriam continuar a ser professores; nem dos milhões de alunos que merecem um ensino como deve ser; nem se defende o tal de “Interesse Geral”, impedindo a TVI de ter um telejornal visto e apreciado por milhões de portugueses, muitos deles Socialistas…
*Autor anónimo*
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segunda-feira, setembro 14, 2009
quarta-feira, setembro 09, 2009
terça-feira, setembro 08, 2009
Com fúria e raiva acuso
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Labels: Sophia de Mello Breyner Andresen
segunda-feira, setembro 07, 2009
quinta-feira, setembro 03, 2009
O Pinóquio foi nomeado para apresentar o Jornal Nacional de Sexta-feira da TVI
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terça-feira, setembro 01, 2009
Holocausto - para memória futura
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segunda-feira, agosto 10, 2009
sábado, agosto 08, 2009
Uma valsa a dois tempos
Uma valsa a dois tempos
2009-08-04
Deu trabalho mas encontrei na Net um curioso documento intitulado "Bases Programáticas/Partido Socialista/ Legislativas 2005". Nele o PS faz contas ao país depois do desastre governativo do PSD/CDS.
Agora (se não, veremos) será o PSD a comparar o país de 2005 com o de 2009. "Hoje, os portugueses", dizia o PS em 2005, vivem numa economia "parada há três anos"; e enumerava: taxa de desemprego em 6,8% (9,3% em 2009, dados do Eurostat); rendimento por habitante em 67,7% da média da UE-15 (75% da UE-27 em 2009, o segundo pior da Zona Euro); dívida pública em 62% do PIB (hoje 70,7%, a crer na OCDE); défice em 5,2% do PIB (mais de 6% em 2009, dados também da OCDE); endividamento das famílias em 118% do rendimento disponível (135% em 2008, segundo o Banco de Portugal); e IVA em 19% (20% em 2009). Se o PSD vier a ser outra vez Governo, o PS fará novo balanço desastroso em 2013; e em 2018 o PSD; e em 2023 o PS, e em 2028 o PSD, e por aí fora até ao infinito, cada vez com números piores. É uma valsa a dois tempos que dura há décadas com os mesmos dois dançarinos. E com os mesmos de sempre a pagar a conta.
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terça-feira, agosto 04, 2009
domingo, agosto 02, 2009
José Sócrates - Quando a boca lhe foge para a verdade
Às 2:20:22 da BlogConf, de 27-7-2009, Tomás Belchior da Campanha Permanente perguntou-lhe
se ainda estaria para nascer um melhor primeiro-ministro. E José Sócrates confessou:
“O que eu queria dizer é que nós fomos o governo que menos fez”.
Secretário-geral socialista expulsou o canal Sapo da PT da discussão com os blogues
Sócrates implacável com sapos (ler artigo completo no blog doportugalprofundo)
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