quinta-feira, dezembro 06, 2007

WAKE UP!

WAKE UP!Direitos humanos à parte

Por outras, palavras, Manuel António Pina ( JN )

"Lisboa será durante este fim-de-semana - já o escrevi antes - um dos lugares mais mal frequentados do Mundo. E não será apenas pelo número de ditadores e corruptos por metro quadrado que abrilhantarão a Cimeira UE/África que decorrerá na FIL (só o pavilhão onde Peter Lorre, em "M", de Fritz Lang, é julgado pela ralé de Berlim juntou alguma vez tantos criminosos sob o mesmo tecto) mas também pelo número de políticos europeus capazes de vender a alma ao diabo e trocar os valores essenciais em que se funda a própria Europa democrática por considerações económicas e geoestratégicas. Que importância têm os massacres na Somália, no Congo ou no Sudão, as violações dos direitos humanos no Malawi, na Tanzânia, na Zâmbia, em Angola, na Líbia, no Chade, a apropriação das ajudas internacionais e o seu desvio para as contas bancárias das cliques dirigentes, a morte e a miséria de milhões de pessoas, quando estão em causa negócios? Negócios, negócios, direitos humanos à parte é a sórdida lição que os governos europeus - gente que todos os dias se põe de joelhos perante a China, que está disposta a vender Taiwan e o Tibete (e o Dalai Lama com ele) a Pequim, a "esquecer" o Zimbabwe, o Darfur, o Sara Ocidental - dão aos seus povos amanhã e depois em Lisboa."
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WAKE UP!
Olá,
Vou fazer parte de uma marcha virtual global contra as mudanças climáticas junto com centenas de milhares de outras pessoas ao redor do mundo que também querem ver acções concretas serem tomadas por nossos governantes contra o aquecimento global. Junte-se a mim!
Negociações cruciais sobre as mudanças climáticas começaram esta semana em Bali na Indonésia e depende de nós garantir que os 192 países presentes irão ouvir este pedido global para eles agirem. Este Sábado, dia 8 de dezembro, uma onda de protestos e marchas irá inundar o globo e a Avaaz irá garantir que essa mobilização chegue á Bali. Estaremos carregando a sua bandeira e uma placa com o número de pessoas que assinaram a petição de cada país. É fácil participar, basta clicar no link abaixo para juntar-se á marcha global:


O mundo sabe o que precisamos: um compromisso para começar a negociação de um tratado internacional imediatamente. Temos que mostrar aos governantes que esse chamado é realmente global, e representa pessoas do mundo inteiro desde o Brasil até Moçambique. Quanto mais pessoas assinarem, mais poderosa será a marcha de dia 8 de dezembro. Seja representado em Bali - assine a petição abaixo e torne-se parte da marcha virtual.

Ao nos unir estamos criando um enorme chamado global para relembrar aos governantes que eles têm de agir agora para prevenir a crise climática. É incrível o que pode acontecer se trabalharmos juntos.
Obrigada!

domingo, dezembro 02, 2007

Geometria indescritível

Post dedicado a Flávia e Odele
A desenhar o indescritível


Teorema: consideremos um anel (vínculo mudo, profuso e equidistante do silêncio – centro (0,0) -
sob um trânsitometálico e circunferente) e nele gravadas duas víboras (as línguas sublinguamente bífidas, perfeitamente aplicadas à percepção/perfeição aromática do meio e do mistério, dispostas como flechas à exploração escura e apaixonante do veneno) sijeitas ao mesmo corpo e naturalmente
equidistantes de si mesmas, e ainda uma fracção do plano insondada até ao momento que as afasta até ao ponto em que o confronto ( espécie de espelho) decidirá que corpo compreenderá um amor um amor com tendências rastejantes, refratárias e bicéfalas.
Consideremos ainda a prossecução de um desejo. Depois, a consumação desse trajecto fanático, irrepetível e propenso até ao ponto em que as duas serpentes se encontram, reformulando por conseguinte a equação reduzida da circunferência:
(x – a)2 + (y – b)2 = r2 sendo a e b as coordenadas do centro da circunferência, r o raio, x e y as nossas vidas.
Então: a minha vida (x) excepto o silêncio (a=0) mais a tua vida (y) excepto o silêncio (b=0) é igual ao raio, negligenciando a importância suplementar das potências.
Simplificando:
A minha vida mais a tua vida é igual ao raio (que é a distância do silêncio a um qualquer ponto da circunferência) que, por sua vez, é igual ao único ponto de encontro das duas serpentes durante o anel previamente destruído.
Simplificando mais ainda:
A nossa vida é incalculável fora da jurisdição dos dedos e do destino.
Conclusão:
A nossa vida (assim) é impossível.
André Domingues

sábado, dezembro 01, 2007

imagem da autoria do Kaos - wehavekaosinthegarden.

Is everybody in? Is everybody in? Is everybody in?

The ceremony is about to begin.
WAKE UP!

You can't remember where it was. had this dream stopped?

1........1........0........0........1........0........1........0........0........1........0

terça-feira, novembro 27, 2007

polivalência interrompida

Sou uma mulher polivalente, podes medir-me por letras.
Nos cem a duzentos versos da minha carne
espargidos em papel quadriculado a tinta verde.
Podes medir-me em letras como folhas de erva
subtilmente pisadas como o meu nome a lápis
e assim, depois, podes queimar-me ou apagar-me,
podes fumar a minha importância e esquecer-me….
Já o fizeste e hoje em troca dás-me um verso
e eu converto-me no ar que não respiras por estar condensado,
sou o ar a que renuncias para que te possa escrever.
De maneira que podes, podes medir-me em letras.
Permiti que me escrevesses para a seguir me apagar.
Se sou uma mulher polivalente, porque não consegues usar-me agora?
Nos cem a duzentos litros de tinta verde, condensada,
exprimindo a carne para que saias, expulsar-te
e assim ganhar alguns versos com os quais possas medir
a erva que pisaste, as letras do meu nome por ti apagado.
Almudena Vidorreta

quinta-feira, novembro 22, 2007

Bangladesh

Bangladesh, ocupa o primeiro lugar em densidade demográfica com aproximadamente 930 pessoas por km2, considerado um dos países mais pobres do mundo.
Todos os anos é vítima de tempestades e na história recente já conta com dois violentos ciclones: um em 1970, que fez meio milhão de mortos e outro em 1991 com 150 mil.Mais uma vez o azar bateu à porta deste povo e o número de mortos pode chegar aos 10 mil.

sexta-feira, novembro 16, 2007

"quando for grande quero ser bruxa"

poeta Carmen Madorrán Ayerra "Subjetivamente yo".

terça-feira, novembro 13, 2007

A escravatura dos tempos modernos >>>

Um exemplo da escravatura dos tempos modernos
....................
Professores
das Actividades de Enriquecimento Curricular (AEC)
não recebem...
*para ler no blog cegueira lusa*


também não podia deixar de publicar este texto
postado por Aminhapele no blogue Pé de Cabra

Pronto! Acabou o S. Martinho!

Agora que os "senhores" já tiveram o seu magusto,
já regressaram ao gabinete para um dia de trabalho,
já deixaram os filhos no colégio, já leram as notícias
da manhã, vamos lá arregaçar as mangas e começar
a trabalhar!

Comecem por aquela "coisita", que é uma vergonha
nacional e talvez europeia, de terem ao seu serviço
professores a quem não pagam um tusto!

Professores do AEC que há meses não sabem
o que fazer à vida!

Basta mandarem-lhe processar os vencimentos:
o dinheiro nem é vosso, é dos nossos impostos...

Tenham lá um bocado de vergonha!

Para começar, nem é pedir muito...

Ou querem que a comunidade blogger, numa
grande maratona, se una e determine o bloqueio
dos vossos próprios ordenados?!

Olhem que a solidariedade e unidade de que os
bloguistas têm dado prova, não é coisa com que
se brinque!

Por alguma razão nos chamam de
"novos macanudos"...

PROCESSEM OS VENCIMENTOS
DOS PROFESSORES AEC, JÁ!

sábado, novembro 10, 2007

magusto dos 17 pinóquios

d;-))

quarta-feira, outubro 31, 2007

intervalo

d:-|

esquisso do Lumife:
"Um vídeo extraordinário onde em 03:27 tanto se diz."

sexta-feira, outubro 26, 2007

vida

sábado, outubro 20, 2007

27 espermatozóides a ...

Fumo branco para o Tratado de Lisboa em 2007, ou negro, depois de 2013!

foto de "família" antes do acordo ...


e o "champanhóide" depois.

quinta-feira, outubro 18, 2007

o dilúvio


Há muitos dias já, há já bem longas noites
que o estalar dos vulcões e o atroar das torrentes
ribombam com furor, quais rábidos açoites,
ao cérebro rutilar dos coriscos ardentes.

Pradarias, vergéis, hortos. vinhedos, matos,
tudo desapar'ceu ao rude desabar
das constantes, hostis, raivosas cataratas,
que fizeram da Terra um grande e torvo mar.

À flor do torvo mar, verde como as gangrenas,
onde homens e leões bóiam agonizantes,
imprecando com fúria e angústia, erguem-se apenas,
quais monstros colossais, as montanhas gigantes.

É aí que, ululando, os homens como as feras
refugiar-se vão em trágicos cardumes,
O mar sobe, o mar cresce. e os homens e as panteras,
crianças e repteis caminham para os cumes.

Os fortes, sem haver piedade que os sujeite,
arremessam ao chão pobres velhos cansados.
e as mães largam, cruéis, os filhinhos de leite,
que os que seguem depois pisam, alucinados.

Um sinistro pavor; crescente e sufocante,
desnorteia, asfixia a turba pertinaz:
ouvem-se urros de dor, e os que vão adiante
lançam pedras brutais aos que ficam pra trás.

Raivoso, o touro estripa os míseros humanos
que o estorvam, ao correr em fuga desnorteada,
e pelo ar tenebroso as águias e os milhanos
fogem, com vivo horror, daquela estropeada.

Cresce a treva infernal nos cavos horizontes;
o oceano sobe e muge em raivas cavernosas,
e as ondas, a trepar pelos visos dos montes,
fazem de cada vez cem vítimas chorosas!

Os negros vagalhões, nos bosques mais cimeiros.
silvam e marram já, em golpes iracundos;
resplendem raios mil em rútilos chuveiros,
e os corvos, a grasnar, desolham moribundos.

Blasfémias, maldições elevam-se à porfia;
fustigado plo raio, aumenta o furacão;
cada ruga do mar acusa uma agonia,
cada bolha, ao estalar, solta uma imprecação.

Cresce o mar, sobe o mar... e traga, rudemente.
da m ais alta montanha o píncaro nevado.
e um tremendo trovão aplaude a vaga ardente,
que envolve, ao despenhar-se, o último condenado.

Cresce o mar, sobe o mar, que já topeta os céus:
e, levada plo fero e desabrido norte,
sua espuma, a ferver, molha o rosto de Deus,
que lhe encontra um sabor nauseabundo de morte...

Cresce o mar, sobe o mar... Cada vaga é uma torre!
No céu, o próprio Deus melancólico pasma...
E, pelos vagalhões acastelados, corre
a Arca de Noé, qual navio-fantasma...

Eugénio de Castro