quarta-feira, março 21, 2007
sexta-feira, março 16, 2007
quarta-feira, março 14, 2007
quarta-feira, março 07, 2007
quinta-feira, fevereiro 22, 2007
... Seja benvindo quem vier por bem ...
foto: tirada da net, saída de uma máquina que a tirou de um Monumento em Grândola.
Amigo
Maior que o pensamento
Por essa estrada amigo vem
Não percas tempo que o vento
É meu amigo também
Seja benvindo quem vier por bem
Se alguém houver que não queira
Trá-lo contigo também
Aqueles
Aqueles que ficaram
(Em toda a parte todo o mundo tem)
Em sonhos me visitaram
Traz outro amigo também
...........................................................
... a minha modesta homenagem ao Zeca que em sonhos também visitei ...
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quarta-feira, fevereiro 14, 2007
terça-feira, fevereiro 13, 2007
quinta-feira, fevereiro 08, 2007
esquisso 1 - Torga 100 anos
Homens curtidos pela cultura, pelo trabalho, pela desgraça, e semeados através do globo pelos azares da sorte, continuamos intactos nos mais adeversos meios e circunstâncias. É que dentro de nós mora uma força centrípeda, de gravidade interior. O navio pode balouçar-se à tona das ondas revoltas; mas há uma âncora que o segura ao fundo invisível do mar.
Não há exorcismo que nos arranque desta obstinação fanática: Trás-os-Montes. É o nosso viático, a razão íntima da nossa existência.
Dêem-nos tudo, tirem-nos - tanto faz. O tesouro que possuímos é outro, e é intangível. Lá naquela rudeza sem conforto, é que sentimos a cama macia, a alma aconchegada!
De lá daqueles agressivos penhascos, é que nos vem ternura e calor!
Rico ou pobre, tosco ou civilizado, cosmopolita ou não, o trasmontano sabe que apenas uma oportunidade lhe foi dada na vida: ser Trasmontano.
Pode cobrir-se de todos os disfarces, tentar desfigurar-se com as tatuagens mais bizarras. No cerne, no cerne, a verdade é só uma:
ser um caibro do tecto de Portugal.
Miguel Torga, " Traço de União"
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esquisso
* brevemente num blog perto de ti *
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Espero que os Blogs plagiadores ao copiarem e publicarem posts de outros blogs, o façam fazendo a devida referência ao Autor e respectivo Link.
não é o caso deste blog:
http://porto_salvo.blogs.sapo.pt/31157.html
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Espero que os Blogs plagiadores ao copiarem e publicarem posts de outros blogs, o façam fazendo a devida referência ao Autor e respectivo Link.
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terça-feira, fevereiro 06, 2007
sexta-feira, fevereiro 02, 2007
quinta-feira, janeiro 18, 2007
Triângulo de Sierpinsky
Ensaio sobre o Triângulo de Sierpinsky como terapia para um fim de semana.
os interessados podem esquissar os seus conhecimentos (aqui) ou (ali)
os interessados podem esquissar os seus conhecimentos (aqui) ou (ali)
que eu vou testando uns jogos de luzes na Pirâmide de Sierpinsky.
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sexta-feira, janeiro 05, 2007
miguel torga - 100 anos
Miguel Torga
(Poeta e prosador - 1907-1995)
... S. LEONARDO DE GALAFURA ...
Está o viajante cansado de calcorrear esta região de Lamego. Foi à Senhora dos Remédios, subiu as escadarias recordando o episódio do Veloso nos Lusíadas, visitou a cidade, foi a Salzedas e à Ponte de Ucanha, visitou Balsemão, S. Martinho de Mouros, Armamar e S. João de Tarouca. É tempo de partir para a Régua. Passada a ponte, hesita. Voltar à esquerda e seguir para Mesão Frio ou seguir em frente rumo a Vila Real pela estrada de Santa Marta de Penaguião. A paisagem é impressionante em qualquer dos percursos. Porém, ali à direita, junto ao rio, há uma pequena estrada... e o céu azul convida à aventura. O viajante decide-se pelo desconhecido. Hoje vai a Galafura.
Aquele poema de Torga não lhe saía da cabeça. O autor dos Contos da Montanha nasceu ali ao lado e a sua visão telúrica sempre o impressionara. Algo terá este lugar para tanto ter fascinado o poeta.
A estrada é estreita mas de bom piso. Pelas encostas estendendem-se os vinhedos em socalcos. Impossível não aproveitar os poucos espaços livres nas bermas para parar e encher os olhos com a rudeza trabalhada da paisagem. Chegamos a Galafura. A estrada sobe para o monte e lá no alto espera-o S. Leonardo.
A primeira sensação é de paz, uma paz que brota da rudeza das pedras e do silêncio das cercanias.
Uma pequena capela sem pretensões, árvores em torno, granito...
Incrustadas em algumas rochas estão placas com textos de Torga sobre Galafura.
Não se vê vivalma. O viajante agradece. Nascido na serra e apreciador destes cimos ornados com pequenas capelas que pululam por toda esta região, nunca entendeu a razão por que muitas pessoas insistem em permanecer no betão e não fazem o esforço de libertarem o espírito e subirem ao monte. Mas hoje não está para grandes divagações e, egoisticamente, agradece...
A primeira sensação é de paz, uma paz que brota da rudeza das pedras e do silêncio das cercanias.
Incrustadas em algumas rochas estão placas com textos de Torga sobre Galafura.
Não se vê vivalma. O viajante agradece. Nascido na serra e apreciador destes cimos ornados com pequenas capelas que pululam por toda esta região, nunca entendeu a razão por que muitas pessoas insistem em permanecer no betão e não fazem o esforço de libertarem o espírito e subirem ao monte. Mas hoje não está para grandes divagações e, egoisticamente, agradece...
Ao fundo, passada a capela, montes de pedras ornam a esplanada. O viajante aproxima-se e..." O Doiro sublimado. O prodígio de uma paisagem que deixa de o ser à força de se desmedir.Não é um panorama que os olhos contemplam: é um excesso da natureza. Socalcos que são passadas de homens titânicos a subir as encostas, volumes, cores e modulações que nenhum escultor, pintor ou músico podem traduzir, horizontes dilatados para além dos limiares plausíveis da visão. Um universo virginal, como se tivesse acabado de nascer, e já eterno pela harmonia, pela serenidade, pelo silêncio que nem o rio se atreve a quebrar, ora a sumir-se furtivo por detrás dos montes, ora pasmado lá no fundo a reflectir o seu próprio assombro. Um poema geológico. A beleza absoluta." (Miguel Torga, Diário XII).
Quem melhor do que o poeta poderia descrever este regalo dos sentidos?!
Nas suas vagabundagens pelo país, que se põe cada vez mais bonito para o receber após um longo ano de ausência, o viajante revolta-se por vezes com o desleixo quase atávico que o envergonha, pasma-se frequentemente com as potencialidades inexploradas e a variedade policromática da paisagem portuguesa, com aquela casa de granito ou aquele monte alentejano que, à socapa, irrompe na paisagem e lhe transmite o algo que faltava. S. Leonardo de Galafura é a explosão dos sentidos em que ao arquitecto bastou o arado.
Há lugares mágicos em Portugal que teimamos em desconhecer.
"Só nos é concedida esta vida que temos; e é nela que é preciso procurar o velho paraíso que perdemos."
Se algum dia alguém se ufanar, falando-lhe da sua última visita a Paris ou Londres, não tenha pejo em perguntar-lhe: - E você, já foi a S. Leonardo de Galafura?...
Já imaginou o viajante a regalar-se com presunto, caseiro obviamente, e, se estivermos em fins de Verão, um melãozinho casca de carvalho, com pimenta q.b. E uma garrafa de Quinta do Cotto Grande Escolha para regar o repasto... E o Doiro a correr lá ao fundo, cheio de inveja...Não imagina? Pois, é pena...
adesenhar...................... d:-) hvr - jf
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