sexta-feira, março 17, 2006

O P A sobre o ...

Lançamento (virtual) de uma OPA sobre o ...
desenho/adesenhar................
___________________________________________
papo-seco__________ 1.000,00 €
batista filho_________ 1 comentário
paper life___________ 2.500,00 € + 1 foto do Marques Mendes autografada
ana maria__________ 1 comentário
bastet_____________
1 comentário
paper life___________ 1 rima de pé quebrado
isabel-f____________ 2.500,05 €
agua_quente________ 2.501,00 €

bnp+______________ 2.550,00 €
seirén_____________ 5.000,00 €
lumife_____________ 0,50 €
menina marota_______
1 abraço de verdade
caracolinha__________ 1 caracol
um outro olhar_______
1 comentário
era uma vez um girassol__
1 comentário
mocho falante_______ 1 pena
adesenhar__________ 5.555,55 € + as mensagens contidas no desenho
aromas do mar______ 6.000,00 €
bnp+______________ 6.500.00 €
cris_______________ 1 dólar
rosario a.___________ 1 libra
papo-seco__________ 2.000,00 € + pacote do comentário
isabel_____________ 5.000,05 reais
zé das loas_________ 1 coronela
poesia portuguesa___
10.000 Poemas
sem comentários_____
1 comentário
manel do montado___ 1 respeito incondicional
pois.claro__________ a vida
ana maria__________1 blog
arrebenta__________
1 comentário
chuvamiuda________ 1 par de patadas
Å®t_Øf_£övë_______ 1 comentário
henrique santos_____
5.000,00 € + comentário
menina graça_______
1 comentário
lua de lobos________ 1
uivo em dó menor ao cair da noite
bb________________ o meu anel
eva shanti__________
1 comentário
lenivai____________
a região demarcada do Douro - património mundial
_______________________________________________

OPA (virtual) encerra brevemente...
As ofertas são variadas e de excelente qualidade, por isso não sei que valor (virtual) atribuir a algumas delas.
Atendendo à dificuldade em escolher um vencedor e para encerrar esta OPA, há duas soluções:
1ª. todos os blogueiros que fazem parte da lista, passam a ser accionistas do BP(virtual).
2ª. despachar o BP para os nuestros hermanos...
a opa encerrou, dia 1 de abril de 2006___________________________ :)
a 1ª opção foi a escolhida.

quinta-feira, março 09, 2006

minimal art

« A simplicidade da forma não é necessáriamente simplicidade de experiência » Robert Morris

sábado, fevereiro 25, 2006

o___l___a___v___r___e___t___n___i


:-) ................................................ (-:

sábado, fevereiro 11, 2006

é proibido proibir

:-)

Convido todos os blogueiros, a adicionar mais titulos a este post em constante formatação...

Títulos desenhados:

_ Liberdade de Expressão ............................. Isabel
_ li Liberdade.................................................
Batista Filho
_ O proibido, é sempre o mais desejado....... Isabel Filipe
_
Sem lei.............................. Luisa
_
100 amarras................... Caracolinha
_
Sei ser sem leis.............. Paper life
_
solta-te liberta-te finalmente faz o que queria... Um outro olhar
_
derecho natural y aspiraciones....... Romero
_ Liberdade é Responsabilidade........ Eva Shanti
_
Liberdade responsável.................... meninaGraça
_ Liberdade é saber respeitar, é saber onde começa o espaço
de um e acaba o do outro.......... Lina - aromas do mar

_ Liberdade é lutar, por palavras, por acções, por aquilo em
que acreditamos mesmo que sejamos os únicos a remar contra a maré.. Ognid
_ Dignificar a diferença................. bnp+

_ O respeito pelas diferenças não limita a liberdade..... sem comentários
_
A liberdade é a arma que os tiranos mais temem.... Manel do montado
_ Liberdade................... lua de lobos
_ Liberdade dáááááá-te aaaaaaasaaaas.....Mocho falante
_ Antes desbocados que castrados.............. Encandescente
_ A liberdade tem uma irmã gémea - a igualdade social.. Zé das loas
_ Odiar o proibido, proiibindo o odioso....... Henrique Santos
_ Liberdade! Bem supremo................... Lumife
_ Liberdade de Sermos, sem medos nem receios..... menina marota
_ Liberdade sem fronteiras............. Cris
_ Liberdade: asas da alma............... Ferrus
_ liberdade é sentirmo-nos bem com a nossa própria consciência... Art_of_love
_ É proíbido... deixar de sonhar.......... Poesia portuguesa
_ Por qualquer liberdade, tudo........... Chuvamiuda
_
Somos livres quando abrimos a porta e não precisamos de
correr antes dela se fechar........ Marco - 5 anos _ Os Engraçados

_
A liberdade não nasce, conquista-se.... Desambientado





Um poeta morre
Quando morre o verso
Quando amordaça a palavra
Quando não solta o grito
Mas o cala dentro de si.
A poesia morre
Quando não livre
Se cala.
Antes morta e calada
Do que viva e meretriz.

Poema gentilmente desviado pela calada da noite da encandescente


VII Salão Luso-Galaico ... Autor da caricatura Eduardo Esteves.

sexta-feira, janeiro 27, 2006

Força maior

Força maior

Tantos lugares existem no mundo
Que nunca verei
Tantas palavras escritas em livros
Que nunca lerei.
Falta-me o tempo
Faltam-me os passos
Sobra-me o querer.
E esta vontade tamanha do mundo
E esta força maior que viver.

autorizado pela autora a encandescente

quinta-feira, janeiro 12, 2006

... e com os Led Zeppelin e esta pomba termina a viagem... :)

24...........................23...........................
22...........................
21........................... "o trabalho liberta"
imagens e informações retiradas da Wikipédia e na Citi
esquisso: não aconselhável a blogueiros mais sensíveis...
20...........................
19........................... Auschwitz 18...........................17...........................16...........................15...........................
14...........................13...........................12...........................11...........................10...........................9...........................
... que irão ter a oportunidade de apreciar estas lindas paisagens, a maior parte deles ...
8...........................
janela... a paisagem é a mesma, mas a janela é de um comboio com passageiros especiais que ...
7...........................
se... adicionar a esta imagem uma ...
6...........................
5...........................4...........................3...........................2...........................
1........................... ... ao som dos Led Zeppelin começa esta viagem... :)

quarta-feira, janeiro 04, 2006

Lisboa - Dakar 2


classi...ficções e comem...o...tários do Lisboa Dakar

quinta-feira, dezembro 01, 2005

silêncio / quebrado / reposto / silêncio

almoçar a ouvir o silêncio......silêncio quebrado pelo cavalo de ferro...
...esperando que o cavalo passe para continuar a ouvir o silêncio.
silêncio...................... :)

quinta-feira, novembro 17, 2005

vai um Porto !

Esta foi a minha participação para o Concurso "Da minha Janela" realizado por azenhas
podem dar uma espreitadela aos trabalhos expostos ... mas não podem votar... :(

É um desenho criado a 3 dimensões, tendo como fundo uma vista sobre o rio Douro...

Estão convidados para um "cálice de vinho do Porto"... :)
... a porta está aberta, vão entrando e sirvam-se à vontade, os cálices estão ali ...
as minhas mini férias começam hoje...
fica um até já...
volto dentro de uns segundos.
Adesenhar............................. :)

sexta-feira, novembro 11, 2005

A Persistência da Memória

A Persistência da Memória...
"Foi numa noite em que me sentia muito cansado e tinha uma ligeira dor de cabeça, o que é extremamente raro em mim. Íamos ao cinema com uns amigos mas no ultimo momento decidi não ir. Gala iria com eles e eu ficaria em casa e deitar-me-ia cedo.Tínhamos terminado a nossa refeição com um Camembert, e depois de todos terem saído eu fiquei ainda algum tempo à mesa meditando nas questões filosóficas do “super-mole” que o queijo me parecia suscitar.
Levantei-me e dirigi-me ao meu estúdio onde acendi a luz para, como era meu hábito, dar uma última vista de olhos, ao quadro em que estava a trabalhar.
Este quadro representava uma paisagem perto de Port Lligat, cujas rochas eram iluminadas por uma penumbra transparente e melancólica; em primeiro plano uma oliveira com os ramos cortados e sem folhas. Eu sabia que a atmosfera que tinha conseguido criar com esta paisagem iria servir como cenário para alguma ideia, para alguma imagem surpreendente, mas não fazia a minima ideia o que seria.
Estava quase a desligar a luz quando, de repende, “vi” a solução.
Vi 2 relógios moles, um deles lamentavelmente pendente nos ramos da oliveira.
Apesar da minha dor de cabeça ter aumentado ao ponto de se tornar realmente dolorosa,
preparei avidamente a minha paleta e lancei-me ao trabalho.Quando Gala regressou do cinema, duas horas depois, o quadro, que acabaria por se tornar uma das minhas obras mais famosas, estava pronto.
Fi-la sentar-se em frente dele
com os olhos fechados:

“Um, dois, três, abre os olhos !” Observei a face de Gala e vi aquela contracção inequívoca de maravilha e espanto.
Isto convenceu-me da eficácia da minha nova imagem, pois Gala nunca errava quando julgava a autenticidade de um enigma." ...

A Desintegração da Persistência da Memória

(em "A Vida Secreta de Salvador Dali")

A Persistência da Memória foi acabada em menos de 5 horas.
Vinte anos depois Dali completou A Desintegração da Persistência da Memória.

quarta-feira, novembro 09, 2005

globalização / canibalismo / globalização / canibalismo

... Salvador Dalí.....................1936.....................2006

quinta-feira, novembro 03, 2005

D R E S I N E - Linda peça de museu da Estação do Pinhão

Desde o meu post o Douro em azulejo, que o comentário do Ognid fazia eco na minha cabeça... :) "há uns lindissimos na estação do Pinhão também." Não resisti e passei pela estação. Fotografei os ditos painéis em azulejo, mas havia uma surpresa reservada para mim... este veículo motorizado. :) um dia chuvoso recompensado com a descoberta desta obra de arte. Dos meus ilustres visitantes, haverá algum que saiba o nome desta bela peça de museu? então lá vai , é uma Dresine... :) venham daí, porque não se pode esperar eternamente por um comboio, inverno atrás de inverno... :)

quinta-feira, setembro 01, 2005

Lagos - Sophia de Mello Breyner Andresen


Vais pela estrada que é de terra amarela e quase sem nenhuma sombra. As cigarras cantarão o silêncio do bronze. À tua direita irá primeiro um muro caiado que desenha a curva da estrada. Depois encontrarás as figueiras transparentes e enroladas; mas os seus ramos não dão nenhuma sombra. E assim irás sempre em frente com a pesada mão do Sol pousada nos teus ombros, mas conduzida por uma luz levíssima e fresca. Até chegares às muralhas antigas da cidade, que estão em ruínas. Passa debaixo da porta e vai pelas pequenas ruas estreitas, direitas e brancas, até encontrares em frente ao mar uma grande praça quadrada e clara que tem no centro uma estátua. Segue entre as casas e o mar até o mercado que fica depois de uma alta parede amarela. Aí deves parar e olhar um instante para o largo, pois ali o visível se vê até o fim. E olha bem o branco, o puro branco, o branco da cal onde a luz cai a direito. Também ali, entre a cidade e água não encontrarás nenhuma sombra; abriga-te por isso no sopro corrido e fresco do mar. Entra no mercado e vira à tua direita e, ao terceiro homem que encontrares em frente da terceira banca de pedra, compra peixes. Os peixes são azuis e brilhantes e escuros com malhas pretas. E o homem há de pedir-te que vejas como as suas guelras são encarnadas e que vejas bem como seu azul é profundo e como eles cheiram, realmente, a mar. Depois verás peixes pretos e vermelhos e cor-de-rosa e cor-de-prata. E verás polvos cor de pedra e as conchas, os búzios e as espadas do mar. E a luz se tornará líquida e o próprio ar salgado e um caranguejo irá correndo sobre uma mesa de pedra. A tua direita então verás uma escada. Sobe depressa, mas sem tocar no velho cego que desce devagar. E ao cimo da escada está uma mulher de meia-idade com rugas finas e leves na cara. E tem ao pescoço uma medalha de ouro com o retrato do filho que morreu. Pede-lhe que te dê um ramo de louro, um ramo de orégão, um ramo de salsa e um ramo de hortelã. Mais adiante compra figos pretos: mas os figos não são pretos mas azuis e dentro são cor-de-rosa e de todos eles corre uma lágrima de mel. Depois vai de vendedor em vendedor e enche teus cestos de frutos, hortaliças, ervas, orvalhos e limões. Depois desce a escada, sai do mercado e caminha para o centro da cidade. Agora aí verás que ao longo das paredes nasceu uma serpente de sombra azul, estreita e comprida. Caminha rente às casas. Num dos teus ombros
pousará a mão da sombra, no outro a mão do Sol. Caminha até encontrares uma igreja alta e quadrada. Lá dentro ficarás ajoelhado na penumbra, olhando o branco das paredes e o brilho azul dos azulejos. Aí escutarás o silêncio. E aí se levantará como um canto o teu amor pelas coisas visíveis, que é a tua oração diante do grande Universo invisível".

Caminho da manhã
Sophia de Mello Breyner Andresen