quinta-feira, março 09, 2006
sábado, fevereiro 25, 2006
sábado, fevereiro 11, 2006
é proibido proibir
:-)
Convido todos os blogueiros, a adicionar mais titulos a este post em constante formatação...
Títulos desenhados:
_ Liberdade de Expressão ............................. Isabel
_ li Liberdade................................................. Batista Filho
_ O proibido, é sempre o mais desejado....... Isabel Filipe
_ Sem lei.............................. Luisa
_ 100 amarras................... Caracolinha
_ Sei ser sem leis.............. Paper life
_ solta-te liberta-te finalmente faz o que queria... Um outro olhar
_ derecho natural y aspiraciones....... Romero
_ Liberdade é Responsabilidade........ Eva Shanti
_ Liberdade responsável.................... meninaGraça
de um e acaba o do outro.......... Lina - aromas do mar
que acreditamos mesmo que sejamos os únicos a remar contra a maré.. Ognid
_ Dignificar a diferença................. bnp+
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_ Liberdade................... lua de lobos
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correr antes dela se fechar........ Marco - 5 anos _ Os Engraçados
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Um poeta morre
Quando morre o verso
Quando amordaça a palavra
Quando não solta o grito
Mas o cala dentro de si.
A poesia morre
Quando não livre
Se cala.
Antes morta e calada
Do que viva e meretriz.
Poema gentilmente desviado pela calada da noite da encandescente
VII Salão Luso-Galaico ... Autor da caricatura Eduardo Esteves.
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01:33
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sexta-feira, janeiro 27, 2006
Força maior
Que nunca verei
Tantas palavras escritas em livros
Que nunca lerei.
Falta-me o tempo
Faltam-me os passos
Sobra-me o querer.
E esta vontade tamanha do mundo
E esta força maior que viver.
autorizado pela autora a encandescente
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15:21
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quinta-feira, janeiro 12, 2006
... e com os Led Zeppelin e esta pomba termina a viagem... :)
24...........................
23...........................
22...........................
21........................... "o trabalho liberta"
imagens e informações retiradas da Wikipédia e na Citi
esquisso: não aconselhável a blogueiros mais sensíveis...
20...........................
19........................... Auschwitz
18...........................
17...........................
16...........................
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13...........................
12...........................
11...........................
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9...........................
... que irão ter a oportunidade de apreciar estas lindas paisagens, a maior parte deles ...
8...........................
janela... a paisagem é a mesma, mas a janela é de um comboio com passageiros especiais que ...
7...........................
se... adicionar a esta imagem uma ...
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5...........................
4...........................
3...........................
2...........................
1...........................
... ao som dos Led Zeppelin começa esta viagem... :)
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23:57
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quarta-feira, janeiro 04, 2006
quinta-feira, dezembro 01, 2005
silêncio / quebrado / reposto / silêncio
almoçar a ouvir o silêncio...
...silêncio quebrado pelo cavalo de ferro...
...esperando que o cavalo passe para continuar a ouvir o silêncio.
silêncio...................... :)
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quinta-feira, novembro 17, 2005
vai um Porto !
Esta foi a minha participação para o Concurso "Da minha Janela" realizado por azenhas
podem dar uma espreitadela aos trabalhos expostos ... mas não podem votar... :(
É um desenho criado a 3 dimensões, tendo como fundo uma vista sobre o rio Douro...
Estão convidados para um "cálice de vinho do Porto"... :)
... a porta está aberta, vão entrando e sirvam-se à vontade, os cálices estão ali ...
as minhas mini férias começam hoje...
fica um até já...
volto dentro de uns segundos.
Adesenhar............................. :)
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sexta-feira, novembro 11, 2005
A Persistência da Memória
A Persistência da Memória...
"Foi numa noite em que me sentia muito cansado e tinha uma ligeira dor de cabeça, o que é extremamente raro em mim. Íamos ao cinema com uns amigos mas no ultimo momento decidi não ir. Gala iria com eles e eu ficaria em casa e deitar-me-ia cedo.Tínhamos terminado a nossa refeição com um Camembert, e depois de todos terem saído eu fiquei ainda algum tempo à mesa meditando nas questões filosóficas do “super-mole” que o queijo me parecia suscitar.
Levantei-me e dirigi-me ao meu estúdio onde acendi a luz para, como era meu hábito, dar uma última vista de olhos, ao quadro em que estava a trabalhar.
Este quadro representava uma paisagem perto de Port Lligat, cujas rochas eram iluminadas por uma penumbra transparente e melancólica; em primeiro plano uma oliveira com os ramos cortados e sem folhas. Eu sabia que a atmosfera que tinha conseguido criar com esta paisagem iria servir como cenário para alguma ideia, para alguma imagem surpreendente, mas não fazia a minima ideia o que seria.
Estava quase a desligar a luz quando, de repende, “vi” a solução.
Vi 2 relógios moles, um deles lamentavelmente pendente nos ramos da oliveira.
Apesar da minha dor de cabeça ter aumentado ao ponto de se tornar realmente dolorosa,
preparei avidamente a minha paleta e lancei-me ao trabalho.
Quando Gala regressou do cinema, duas horas depois, o quadro, que acabaria por se tornar uma das minhas obras mais famosas, estava pronto.
Fi-la sentar-se em frente dele
com os olhos fechados:
“Um, dois, três, abre os olhos !” Observei a face de Gala e vi aquela contracção inequívoca de maravilha e espanto.
Isto convenceu-me da eficácia da minha nova imagem, pois Gala nunca errava quando julgava a autenticidade de um enigma." ...
A Desintegração da Persistência da Memória
(em "A Vida Secreta de Salvador Dali")
A Persistência da Memória foi acabada em menos de 5 horas.
Vinte anos depois Dali completou A Desintegração da Persistência da Memória.
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20:03
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quarta-feira, novembro 09, 2005
globalização / canibalismo / globalização / canibalismo
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19:23
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quinta-feira, novembro 03, 2005
D R E S I N E - Linda peça de museu da Estação do Pinhão
venham daí, porque não se pode esperar eternamente por um comboio, inverno atrás de inverno... :)
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23:06
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quinta-feira, setembro 01, 2005
Lagos - Sophia de Mello Breyner Andresen

Vais pela estrada que é de terra amarela e quase sem nenhuma sombra. As cigarras cantarão o silêncio do bronze. À tua direita irá primeiro um muro caiado que desenha a curva da estrada. Depois encontrarás as figueiras transparentes e enroladas; mas os seus ramos não dão nenhuma sombra. E assim irás sempre em frente com a pesada mão do Sol pousada nos teus ombros, mas conduzida por uma luz levíssima e fresca. Até chegares às muralhas antigas da cidade, que estão em ruínas. Passa debaixo da porta e vai pelas pequenas ruas estreitas, direitas e brancas, até encontrares em frente ao mar uma grande praça quadrada e clara que tem no centro uma estátua. Segue entre as casas e o mar até o mercado que fica depois de uma alta parede amarela. Aí deves parar e olhar um instante para o largo, pois ali o visível se vê até o fim. E olha bem o branco, o puro branco, o branco da cal onde a luz cai a direito. Também ali, entre a cidade e água não encontrarás nenhuma sombra; abriga-te por isso no sopro corrido e fresco do mar. Entra no mercado e vira à tua direita e, ao terceiro homem que encontrares em frente da terceira banca de pedra, compra peixes. Os peixes são azuis e brilhantes e escuros com malhas pretas. E o homem há de pedir-te que vejas como as suas guelras são encarnadas e que vejas bem como seu azul é profundo e como eles cheiram, realmente, a mar. Depois verás peixes pretos e vermelhos e cor-de-rosa e cor-de-prata. E verás polvos cor de pedra e as conchas, os búzios e as espadas do mar. E a luz se tornará líquida e o próprio ar salgado e um caranguejo irá correndo sobre uma mesa de pedra. A tua direita então verás uma escada. Sobe depressa, mas sem tocar no velho cego que desce devagar. E ao cimo da escada está uma mulher de meia-idade com rugas finas e leves na cara. E tem ao pescoço uma medalha de ouro com o retrato do filho que morreu. Pede-lhe que te dê um ramo de louro, um ramo de orégão, um ramo de salsa e um ramo de hortelã. Mais adiante compra figos pretos: mas os figos não são pretos mas azuis e dentro são cor-de-rosa e de todos eles corre uma lágrima de mel. Depois vai de vendedor em vendedor e enche teus cestos de frutos, hortaliças, ervas, orvalhos e limões. Depois desce a escada, sai do mercado e caminha para o centro da cidade. Agora aí verás que ao longo das paredes nasceu uma serpente de sombra azul, estreita e comprida. Caminha rente às casas. Num dos teus ombros
pousará a mão da sombra, no outro a mão do Sol. Caminha até encontrares uma igreja alta e quadrada. Lá dentro ficarás ajoelhado na penumbra, olhando o branco das paredes e o brilho azul dos azulejos. Aí escutarás o silêncio. E aí se levantará como um canto o teu amor pelas coisas visíveis, que é a tua oração diante do grande Universo invisível".
Caminho da manhã
Sophia de Mello Breyner Andresen
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23:24
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sábado, agosto 06, 2005
Pirata
Sou o único homem a bordo do meu barco.
Os outros são monstros que não falam,
Tigres e ursos que amarrei aos remos,
E o meu desprezo reina sobre o mar.
Gosto de uivar no vento com os mastros
E de me abrir na brisa com as velas,
E há momentos que são quase esquecimento
Numa doçura imensa de regresso.
A minha pátria é onde o vento passa,
A minha amada é onde os roseirais dão flor,
O meu desejo é o rastro que ficou das aves,
E nunca acordo deste sonho e nunca durmo.
Sophia de Mello Breyner
sorria está a ser filmado/a!
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